Alê Félix - Licor de Marula com Flocos de Milho Açucarados

Era uma vez

Ok, eu bocejei no começo, gostei de algumas atuações, gargalhei no final, morri de pena do pobre do Thiago Martins e sai do cinema com a triste sensação de que este foi mais um filme nacional feito para estragar idéias que podiam ser tratadas com um pouco mais de cuidado, pra não dizer respeito.

Se você é estudante de cinema vale muito a pena ver. Pra aprender o que não se deve fazer, sabe? Pois é... Uma pena. Podia ter dado um bom filme, bastava um pouquinho de atenção... Alguém que tivesse o bom de senso de ver algumas cenas e dizer "Pára, né? Assim não faz sentido! Vamos fazer assim ó! Assim como na vida real e não como na cabeça oca de quem liberou o filme do jeito que saiu.". Fácil assim...

Era Uma Vez

Devia ter dispensado o café e pedido um cigarro. Se eu não tivesse tanto nojo de nicotina, talvez a essa hora eu estivesse dormindo. Não devia ter aceitado o café nem nada que parecesse suave no rótulo e forte depois do primeiro gole. Cabeça plugada, corpo desconectado, minhas mãos cheias de fios. Ninguém merece alguém assim, não há prazer real em alguém que não desliga. Devia estar dormindo junto, devia estar, mas não sei mais como é. Desculpa por roubar seu descanso, acelerar sua vida, despertar-te com o grão na lingua e o aroma espalhado pela casa. Desculpas...

Porque diabos não sinto mais sua ausência? Sinto saudade da saudade que sentia, do desejo que contorcia entre os dedos, de pensar nas possibilidades, de pensar. Gostava do jogo, o jogo perdeu a graça. Gostava de imaginar seu corpo, seu corpo perdeu a graça. Gostava de você longe, na sala perdeu a graça. Esses dias lembrei do dia que você foi embora... Quem é que vai embora recitando poesia? Não te ensinaram a dar beijo na boca, não? Devia ter saído devagarinho, devagarinho eu te ensinava... Será verdade que você está feliz ou ensaiou aquele sorriso no espelho do banheiro antes de sair de casa? Você não mente bem... Deve estar. Afinal, fugir sempre te fez bem. Não digo mais por mal, juro. Por mal eu só digo quando desejo. Você sabe...
Só queria ainda sentir sua falta, te escrever obscenidades enquanto toma seu café quentinho, dizer que aquele monte de e-mails ganhou um par de asas costurado em couchê com off-set e que ele tem o nome engraçado que você deu depois do final. Mudei seu nome, mudei o meu, assinei sem deixar vestigios. Fiz caridade com o dinheiro dos seus insultos e gastei minha cota de paixão em mais um vestidinho preto. Lindo, lindo... Foi uma história boa, não foi? Que pena saudade também ter fim, que pena.

- Você viu o vídeo?
- "Meu nome é Lisa".?
- Sim.
- Vejo agora... só um minuto.

Sete minutos depois...

- Que triste...
- Mas é muito legal, não é? Achei tão bem feito.
- Sim... Bem feito, bonito, triste...
- É...
- Doença mais cretina...Como se a vida tirasse tudo da pessoa e não lhe restasse mais nada, nem a própria história. Odeio a idéia de perder minha própria história...
- Se odeia tanto, melhor começar hoje mesmo a fazer umas palavras cruzadas. Dizem que ajuda.
- :-(
- Se um dia acontecer, my name is Wil...

A maquiagem sim é montagem!

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:b pra vocês! Feito por ele.

Demorei, mas acho que tô pegando o jeito disso aqui: www.twitter.com/alefelix. Ou não...

- Dri! Hoje. Sem falta! Festa Junina num clube desses grandões com apresentação do Latino. Eu disse: LA-TI-NO! Vamos! Agora. Um, dois, três e já!
- Nem pensar!
- Como não!? O que você tem contra festa junina!?
- :-s

Nunca leiam um troço que começa com "chá é bom...", nunca. Cheguei em casa agora pouco e, apesar da minha lingua, sou uma mulher de sorte mesmo depois das quatro da manhã. Ganhei uma semana com tudo pago pra ir num desses negócios de thermas de rio quente, logo depois de ter batido o recorde feminino de permanência em cima de um touro mecânico. Não me pergunte onde eu estava... Só sei que minha cabeça parou de "ver o mundo girar" e não pára mais de gritar que "em festa de peão ela também tá no meio". Ai... não posso perder o vale viagem ao planeta quente. Acho que vou precisar dele depois que eu acordar...

Chá é bom...
Dia desses estava conversando com ex-marido sobre a vida e a morte das pessoas. Foi logo depois do enterro do namorado de minha amiga, ele estava pasmo com a idade do falecido. Falamos dos males do inverno, das pessoas que vivem contra o tempo, das que enfrentam corajosamente os contratempos. Falei que eu achava que se dar bem na vida era questão de genes, sorte e boa comunicação. Lembrei do meu velho amigo Zarolho que era um moleque ferrado de tímido, geneticamente amaldiçoado pela aparência vesga e o organismo precocemente diabético, mas era dotado de uma sorte inacreditável. Sorte do tipo: ganhar carros (três) na rifa, ter aprendido a dançar lambada nos anos noventa só pra tentar impressionar uma menina e acabar sendo convidado para integrar um grupo de dança na Europa, ter casado com uma dançarina linda que conheceu caindo de uma moto e que acabou lhe dando filhos bem melhorados e cidadania canadense. Hoje ele vive de salários que jamais almejaria vindo da familia e do lugar que veio. Isso é sorte, não tem outro nome. São palavras dele "não faço a menor idéia de como isso tudo aconteceu!". Digam o que quiserem, mas um cara com 23 anos, bonito, inteligente, família boa do coração e do espirito, com o trabalho que queria, a namorada que desejava e a vida que traçava, morrer de bala perdida num bairro relativamente tranquilo como é o Sumaré aqui em São Paulo, não teve sorte. O nome disso é sorte pro Zaralho, azar pro Augustinho. Não sei que outro nome dar pra essas coisas. Só sei que um teve a sorte dos bons encontros e o outro teve o azar de ser vítima da violência urbana. O namorado de minha amiga tinha boa comunicação, sorte, genes ruins... O coração parece que era ruim de família, ele não acreditava. Meu caso: genes mediocres, sorte consideravel, comunicação abençoada. Se, deus me livre e guarde, num desses meus dias de maluca, eu bato o carro, estou sem cinto e dou com a lingua no vidro (isso não é uma cena de azar e sim de inconsequência e que será considerada como minha única e exclusiva responsabilidade), minha vida estará arruinada! Sem minha lingua eu não sou ninguém. Ela é o meu cabelo de Sansão, minha espada de GraySkull. E é através dela que de vez em quando eu me sinto a She-ra e saio voando em qualquer "ventania", defendendo a honra de meu castelo, do meu povo... Ok, ok... já já eu paro com esse papo "tapa na pantera". Só não quero esquecer que tenho genes fortes embora gordinhos, sorte boa (seria um pecado reclamar), mas é a minha lingua que brilha no meu horizonte. Parei! Parei. É esse chá de camomila! Juro!
Vou dormir antes que eu diga alguma besteira... Só queria escrever que tudo na vida é uma questão de sorte, genes e boa comunicação. Não posso esquecer disso porque essas são três paradas muito importantes pra eu pensar daqui pra frente. Você também devia, sabia? Pense sobre seus genes, sua sorte, seu poder de comunicação. Eles serão a base de tudo o que você fizer. Cuide dos seus dias a partir daí e tudo dará certo, a não ser que você seja um tremendo ser azarado. Eu sei, eu sei o que está pensando. Você acha que só vai saber no dia que uma bigorna cair na sua cabeça? Vai por mim: exercite seu olhar e seus instintos de preservação se você for o tipo de pessoa que desde pequeno recebe sinais de que um dia a grande bigorna lhe acertará. É sério! E se não for o seu caso, atenção nos genes, na lingua, relaxe, e goze. A não ser, claro, que entre o relaxe e o goze surja um problema de ereção... aí pode ser genes, azar, excesso de comunicação... Sei lá, pergunta pro seu pai! Eu vou dormir antes que eu invente de sair as duas da manhã de casa. Nada de bom acontece depois das três da manhã... nada! E eu tô com sono, frio e com a cabeça gritando "vou dar a volta no mundo eu vou... vou ver o mundo giraaar". Daí pra meter a lingua no vidro ou... Fui. Boa noite crianças.

Sabe os gritos de mulher na madrugada dos posts abaixo? Da dúvida se aquilo era um sonho, realidade, meu subconsciente, minha mediunidade super-ultra-avançada que me fez sentir as lágrimas de uma amiga? Poís é... Era uma gata no cio. Há dias acordo assustada com os berros daquele ser endemoniado. Pode me sacanear, eu mereço.


Lembro ainda hoje do garotinho de cabelos loiros e escorridos correndo de encontro a câmera fotográfica. Eu vi a foto... Foi o pai dele que me mostrou enquanto, encabulada, eu me agarrava as pernas de meu pai. Não por ele ter dito que o filho me acharia linda e podia ser meu namorado... Fiquei envergonhada porque foi a primeira vez que fui tomada por um estranho frio na barriga. Um friozinho quase desesperador que me fez, mesmo sem nunca ter conhecido o garoto, dizer pra todo mundo que eu já tinha namorado. E que ele era aquele menininho loiro que eu havia visto na fotografia de carteira do amigo do meu pai... Um garotinho que me hipnotizou pela imagem a ponto de eu não ter conseguido nem ouvir o nome. Lembro de ter pensado em perguntar, mas fiquei com mais e mais vergonha. Me limitei a guardar seu rosto sorridente bem guardado e correr bem rápido... o mais rápido que eu conseguisse, de um lado para o outro até ficar tão cansada que meu coraçao parou com aquele tum-tum-tum estranho de arrepio e voltou a fazer somente o tum-tum-tum de exausto que já estava acostumado. Lembro da blusa de lã branca com gola alta, da calça cortada pela fotografia no meio das pernas, das árvores castanhas em perspectiva, do vento que congelava o movimento dos cabelos brilhantes de sol. Maior que eu, mais velho que eu, mas nem tanto. Sorria mais que eu... Eu não era de sorrisos antes de crescer. Acho que era porque a infância me parecia mais com uma prisão do que com um parque de divesões. Uma prisão que se tornou muito mais interessante depois daquela descoberta que me fez descer a ladeira de volta pra casa correndo de braços abertos. Não importa ter feito de uma fotografia uma das imagens mais fortes da infância, nem o fato de nunca tê-lo conhecido. Nem sequer fui capaz de reencontrar o sujeito que trabalhava com meu pai, mas nunca esqueci do filho dele e sempre lhe fui grata por essa lembrança de sentimento que o tempo não me roubou. Ainda hoje, vira e mexe, me pergunto qual podia ser o nome, se eu tinha cinco ou já estava pra completar sete anos, quem ele deve ser hoje em dia, porque essas sensações me fazem tão bem... Não sei mas, desde então, são esses começos de paixão que me fazem subir e descer correndo qualquer ladeira. E é quase só isso que faz de mim alguém mais livre, apesar das prisões que podem vir depois, apesar das prisões que eram tão minhas quanto da infância.

Toda vez que me afundo no trabalho dia e noite, a única coisa que penso é acabar logo com tudo e me mandar pra Brasília. Não que lá me aquiete a longo prazo, não que eu não fosse me queixar depois de alguns meses. Sinto falta de sol... e aqui só vivo de lua.

Parece que eu fui a única a ouvir aquele choro alto que atravessou a madrugada na última sexta-feira. Vim para o escritório as sete e meia da manhã e decidi que, de forma alguma, passaria das seis da tarde trabalhando. Precisava responder e-mails, acertar comissões, contatar agências, escrever uma matéria, responder uma entrevista, conversar com minha mãe, me programar para conseguir passar um sábado com meu sobrinho, ouvir meu irmão, agradecer minha irmã, puxar a orelha do caçula, me certificar do horário que o namorado chegaria no aeroporto, definir um projeto, negociar com um fornecedor, almoçar com uma colaboradora, redefinir os salários com a contadora, encontrar uma faxineira para a casa dos meus avós, verificar uma migração, alinhar as modificações de um site, ajustar um contrato, agendar almoço com uma escritora que eu adoro e quero que venha trabalhar comigo, parabenizar uma amiga, não esquecer da festa de aniversário de outra amiga, comprar um presente, deixar as conversas profissionais e pessoais com o ex para outro dia, cobrar notícias de um portal, encontrar mais um banco de imagens, entregar os textos dos sites da Taturana, não esquecer de conferir as entregas da Gênese, confirmar presença no show do...
O telefone tocou. Uma amiga, aos prantos, pedia que eu fosse até a casa dela. Separada há sete anos, uma das únicas certezas que ela tinha era o afeto de um moço que a acalmava entre os dias de guerra e os de solidão. Ele havia morrido na madrugada da sexta, ataque cardiaco fulminante aos 43 anos. Não tinha filhos, mas cuidava de uma grande família. Era um puta profissional, mas era livre. Tinha mulher, mas ainda trepava. Tinha amante, mas ainda era honesto. Achava que qualquer onda era possível de ser segurada, e segurava. Nunca havia ficado doente, nunca teve como descobrir que o coração que ele carregava não aguentaria a vida que ele controlava. E foi muito foda chorar junto com a mulher que ele amava, admirá-lo através das histórias que ela contava, lembrar o tempo todo que ele estava morto, que enterrou tão cedo o tanto que podia ter vivido, que se parecia tanto comigo...
Vai ver, apesar da distância, acho que os gritos daquela madrugada eram os soluços da minha amiga... Mas, no fim do dia, todas as lágrimas daquele funeral se misturaram com as minhas. Lágrimas por alguém que eu não conhecia, mas que de alguma forma acenou pra mim e disse "Ei, segura menos essas ondas, mocinha. E solta a porra dessa bóia porque não há nada que vá nos salvar.".

Acordei com os gritos de uma mulher... Abri a janela do quarto, um frio do caralho. Agora eu tenho um bom pijama, não sinto mais o tanto que gela nesse bairro e muito menos nessa cama. Mas minha garganta amanheceu inflamada. Merda isso... Mais uma forte mudança de tempo... Quando é que isso vai acabar?
Nenhum sinal de gripe, mas dói engolir e comer parece que será impossível nos próximos dias. Sono, olhos inchados, rosto abatido... Houve uma época que eu gostava de acordar e olhar no espelho. Deve ser esse cabelo. Permanente... não sei onde eu tenho a cabeça.
Sonhei que estava solta num mar, com ondas gigantes que me carregavam para o céu e o fundo. Sonhei que mordia a alça de uma pequena bóia e me deixava ser levada pela força da água como se a bóia fosse capaz de me salvar. E eu nem fechava os olhos quando estava lá em cima, bem lá no alto das ondas que davam vista para as luzes de uma cidade que não faço a menor idéia de onde pode ser. Sei que na cidade era noite, dentro da água era dia. A rebentação não doía... E até que essa parte era bem divertida, sabe? O ar não faltava nem quando me acabava em braçadas para voltar a superficie. Vou saber porque parecia fácil! Devia ser a bóia travada nos dentes ou a fé de que era ela que me mantinha forte... só podia. O que eu devia mesmo era ter aprendido a nadar direito ao invés de ter aberto tantos espacates... Foda-se, é a vida. Deve haver uma hora que se torna fácil dizer não, a culpa pára de nos atormentar, as boas relações se tornam contos de fadas modernos e caí a ficha de que não deve fazer bem pra garganta pagar a conta do jantar de quem nos envenena. Deve haver uma hora que isso acontece naturalmente, deve haver. Vou encher a banheira... Preciso de um banho quente.
Quem será que estava gritando as seis da manhã?

Seis horas da manhã e eu estava acordada... Cada ano que passa parece que se torna mais difícil dormir em paz. Voltei a sonhar que era dia de prova e não havia estudado. Um pesadelo disfarçado de sonho que me persegue há anos, sempre que minha cabeça está sob pressão. Dessa vez, consegui preparar uma cola tão absurdamente boa que acabei chamando atenção demais. Me empolguei e prometi passá-la adiante. Ela deve ter ouvido, óbvio. Ela - a tal professora - observou rápido o movimento e pediu que mudassem de lugar as pessoas que estavam a minha volta. Não sou boa nesse negócio de não dar bandeira... Não quando sou pega desprevenida. As cadeiras ficaram ali vazias, me isolando enquanto eu pensava em um plano B que aliviasse um pouco do meu estresse.
Uma amiga estava atrás de mim e havia estudado... A merda é que sentar na frente e esperar cola de quem está atrás é contar com uma generosidade que nunca fez bem ao meu ego e muito menos a minha fé. Concluí que seria mais um "foda-se, me recupero na próxima". Mas aí o sonho se misturou com uma verdade que aprendi na infância e que me atormenta tanto quanto os pesadelos da mesma época... Quem não aprendeu subtração, como é que na próxima vai aprender divisão?
Acordei cansada, ao meio-dia, atrasada pra uma série de compromissos. Curso de meditação... Preciso de um curso de meditação e não de um despertador.

Tinha uma lasquinha de unha sobressalente... Uma lasquinha! Uma coisica de nada que ficou entre a carne e o esmalte. Uma pedacinho mal cortado que eu não vi ontem, nem antes de ontem, só vi agora... Bem agora pouco. Bem pouco, mas se tornaram horas. Enquanto puxava o cobertor e ela se agarrava a lã. Ficou ali fincada... presa entre uma linha e o restante do meu corpo. Soltei de lá, enfiei o dedo na boca, cortei entre uma mordida e uma arrancada. Mas, sabe lá porquê, essas lascas nunca são aparadas com perfeição... Roí, roí, roí, roí a porra da unha até não ter mais unha. E só vi que no dedo não havia mais uma unha, quando a unha deixou de existir. Mas era só uma lasca, sabe? E é incrível como é muito mais fácil se defender com uma lixa, do que com nossos próprios dentes.

Tenho me sentido invisível com alguma frequência... Na maior parte do tempo, flutuando, passando batido pela vida como se ela e suas pessoinhas não fizessem mais diferença. Fazem... Pelo medo e não mais pelo desejo, mas ainda fazem. Não, não ache que o que eu digo agora é triste ou ruim, é só verdadeiro. E eu te peço encarecidamente que deixe um pouco em paz minhas verdades momentaneas porque elas são raras, não fazem mal e elas nunca, nunca foram absolutas e muito menos tristes. Tristeza é a gente se enganar com nossos roteiros que camuflam a solidão, eu só faço pensar... só isso. Só? Não. Também tenho meu roteiro de disfarce... Falo entre sorrisos que não dizem nada, ouço só o que me soa bem, enxergo... falo demais, mas enxergo. Enxergo pensamentos em cada traço de rosto, passado em cada movimento de corpo e algumas alegrias onde ainda resta poesia. Parece que ninguém mais precisa me dizer nada, mas eu ainda ouço. Quase sempre com esforço, é verdade... Parece que é a minha loucura que alimenta os meus olhos, mas é o contrário... sempre foi o contrário. Talvez, por eles, por tudo que já vi, flutuo insignificante enquanto presente. Consciente. Lúcida. De olhos arregalados e lábios transparentes. Depois, dentro de mim mesma, desapareço. A cada dia, mais um pouco.

Felipe Sobreiro - Zuda - DC Comics

Quando eu precisei de um ilustrador para minha história no Blog de Papel, revirei a internet atrás de alguém, encontrei um monte de gente boa, mas fiquei apaixonada pelo traço do Felipe Sobreiro. Na época, lembro até de ter assediado (profissionalmente) o menino para que ele me pintasse a la moçoila do Titanic... Eu sei, não reparem, não sou tão brega assim. Era (ou é) só uma fase chata de auto-afirmação. Uma necessidade estranha de parar o tempo nem que seja com arte. Ou um grande mico... vai saber o tamanho do quadro renascentista que isso daria. Bom, melhor não pensar no tamanho senão vou desistir pra sempre do meu quadro brega (claro que um dia ainda o farei! Um dia...).

Mas vamos aos fatos: Felipe e o pai fizeram um quadrinho online e estão competindo com outros nove quadrinhos para ver qual será publicado. Como ele anda empolgadissimo com o projeto, decidi retribuir a gentileza que ele fez a nossa publicação em 2006 e pedir que entrem no site e votem: www.zudacomics.com/node/391

Zuda é da DC comics então vocês podem imaginar a quantas eles andam, né? É necessário criar uma conta, mas não demora nem um minuto. Depois é só clicar em VOTE, dar 5 estrelinhas e clicar em "Add to Favorites". Eu sei, é complicado... Mas vão por mim, ele e o pai merecem. ;-)

Malvados, o livro

Lançamento do "Malvados, o livro" amanhã, lá na Travessa de Ipanema. Como fui editora do primeiro livro dele, sei que sou suspeita pra falar qualquer coisa sobre essa criatura e seu trabalho. Mas é só bater os olhos em qualquer tira do blog pra vocês verem como o livro deve ser bom. Além do mais, Dahmer é um cara que vale cada segundo da companhia. Se eu estivesse essa semana no Rio, não perderia.


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My Name Is

Como nunca fiz questão de aprender a falar inglês decentemente, esse site veio bem a calhar.


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SocTumPaf

O que seria escrito no seu balão?


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Acho que, hoje, no meu, só pontos de interrogação... Ainda bem que o pessoal desse site tem pensado mais do que eu.

Uma dose qualquer de ingenuidade talvez me salvasse do inferno onde diariamente - feito pão quente no café - mergulho meu cérebro.